Relatório recomenda abertura de processo que pode cassar vereador em Arapongas

A Câmara Municipal de Arapongas aprovou, nesta sexta-feira (27), relatório que recomenda a abertura de Comissão Processante (CP) para apurar possível cassação do mandato do vereador Paulo Grassano (PP).

O parecer foi aprovado pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação, sob presidência da vereadora Simone Sponton (PSD) e relatoria de Luis Carlos Chavioli, o Luisinho da Saúde (PSD). O vereador Alexandre Juliani Sorriso (União) não participou da votação. A comissão considerou admissível a denúncia apresentada em 17 de novembro de 2025.

Denúncia

O pedido aponta supostas irregularidades contratuais entre a empresa SSBarcar Veículos Ltda e a Prefeitura de Arapongas em 2024. A empresa presta serviços de manutenção em garantia de veículos Renault do Executivo municipal e, segundo a denúncia, integraria grupo econômico com outras três empresas — Levara Serviços e Manutenção de Veículos Ltda, Nonô Locadora de Veículos e Aravel Arapongas Veículos Ltda — todas ligadas à família do vereador.

O documento sustenta que Grassano teria sido sócio da SSBarcar até agosto de 2024, quando o irmão assumiu a função, além de ser proprietário e diretor da Aravel. Também cita lei municipal que proíbe vereadores de manter contrato com a Prefeitura.

Defesa

Grassano afirma que a denúncia contém irregularidades. Segundo ele, a assinatura da denunciante seria falsa — atribuída a uma pianista japonesa — e o IP indicado no documento seria interno da Câmara. O vereador também nega constar no contrato social da SSBarcar.

Ele argumenta que os serviços são prestados desde 2020 em regime de exclusividade, sendo a única empresa autorizada em Arapongas para manutenção de veículos Renault. Acrescenta que, conforme parecer da Procuradoria do Município, não há irregularidade no contrato.

Próximos passos

O relatório será votado em plenário na segunda-feira (02). Se aprovado, será instaurada a Comissão de Cassação, com três vereadores responsáveis pela instrução do processo, coleta de provas e garantia de defesa. Ao final, o plenário decidirá sobre eventual perda do mandato. (Informações TN)

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